Mercado de Galpões Industriais e Logísticos

Os sinais de recuperação macroeconômica e a tendência de achatamento da disparidade entre as curvas de oferta e demanda são importantes indícios de que o setor de condomínios logísticos e industrias no Brasil ruma em direção ao equilíbrio. Dados divulgados pela CBRE sobre revelam que a proporção de áreas vagas sobre o estoque total, cuja evolução seguia o comportamento ascendente desde de 2011, saltando de 8,1% para 27,6% em 2016, encerrou 2017 com leve melhora, estabilizando no patamar de 26,0%.

Mercado logístico

A absorção líquida (457 mil m2) não somente evidenciou crescimento considerável quando comparada ao ano anterior (53 mil m2), como também superou o estoque entregue (345 mil m2), o qual sofreu redução de 68,8% quando comparado ao estoque observado ao final de 2016 (1.107 mil m2), favorecendo, por conseguinte, a diminuição da vacância para este mercado.

A absorção líquida (457 mil m2) não somente evidenciou crescimento considerável quando comparada ao ano anterior (53 mil m2), como também superou o estoque entregue (345 mil m2), o qual sofreu redução de 68,8% quando comparado ao estoque observado ao final de 2016 (1.107 mil m2), favorecendo, por conseguinte, a diminuição da vacância para este mercado.

Em consonância com a menor vacância, o mercado do Estado de São Paulo - 60,0% do mercado nacional, aproximadamente – que apresentou crescimento anual composto de 14,1% entre 2011 (6.261 mil m2) e 2016 (12.110 mil m2), desacelerou a produção de novos inventários, expandindo apenas 7,0% no ano de 2017 (12.954 mil m2). Abaixo, estão indicados os principais mercados do Brasil e suas respectivas áreas construídas.

Mercado logístico

Ainda, a possibilidade de se firmar contratos locatícios atípicos e de longo prazo, que visam mitigar riscos de mercado ao impedirem reajuste do aluguel até o vencimento do contrato além da atualização monetária anual, somada ao direito, para os contratos típicos, de impetrar ações revisionais de aluguel a cada três anos, minimizam a elasticidade entre o preço e a vacância, reforçando a estabilidade, a previsibilidade e, sobretudo, a resiliência do setor no que tange ao valor de locação.

Enquanto a vacância apresentou trajetória crescente de 2011 a 2016, o preço médio de locação, em termos nominais, permaneceu estável, oscilando em torno de R$ 21,9/m² no mesmo ínterim. Contudo, em 2017, foi observada redução de 9,2% no valor médio praticado, finalizando o exercício no patamar de R$ 19,7/m².